1.3.12

Tempo







Tudo gira a volta de um passado que passou. Todos esperam um futuro que não chegou.


Esquece-mo-nos de aproveitar o momento, de viver o presente. Mas que sociedade estragada é esta onde vivemos?
Sofremos com a antecipação do futuro que teima em não chegar, e com a memória do passado que teima em não voltar. Recordamos, comparamos, nada é igual. O vazio permanece.
Recordamos os bons momentos, as brincadeiras do passado e queremos acreditar que voltarão como os imaginamos.
Mas a verdade é que o melhor das nossas vidas despreocupadas já passou. Acabou e não voltará.
O presente ocupa um pequeno lugar entre as lembranças do passado e os sonhos do futuro não vivido. 
Quando surge um contratempo que adia um sonho, altera um plano e temos que voltar ao presente, o que nos resta? Nada, ou quase porque não o sabemos desfrutar.

Desvalorizamos tudo o que temos de bom. Sentimos que só seremos felizes quando tivermos o que não temos. Em vez de aprender a sermos felizes com o que temos.





would you find the gap, please?

20.1.10

Be Yourself.



Sê quem és.
É o que nos diz a canção. É a frase que ouvimos vezes sem conta ao longo da nossa vida.
Mas o que é isso?
Todos têm máscaras, cada um só mostra o que quer dele próprio.
Quando achamos que conhecemos melhor alguém é quando ela nos desilude mais. Achamos que amamos um homem, mas na realidade o que amamos é a imagem que temos dele.
No entanto sofremos por essa imagem. Perdemos o que era mais importante para nós?

NÃO!

Apenas perdemos a imagem mental que tínhamos dessa pessoa, mas ela não existe. Nunca existiu, então agora eu pergunto: porque sofremos?
Porque nos revíamos na imagem dessa pessoa, esse ser imaginado fazia-nos sentir adoradas, amadas, queridas no mundo. No fundo essa idealização tornava um mundo melhor aos nossos olhos.
Mas onde é que a verdadeira pessoa por de trás da máscara aparece? Não aparece.
Então e sofremos por algo que não conhecemos? Não.

Então o que fazemos?
Bem, a resposta a essa pergunta tem que ser descoberta por ti, por mim, por ele. Cada qual achará a resposta que melhor se adapta a ele.

O mais importante com as ilusões é que servem para aprender. Aprendemos que ninguém é o que é, apenas o que quer mostrar.

Estamos dependentes do outro porque não mostramos o que somos, talvez nem saibamos quem somos na realidade. E que tal descobrirmos? Eu garanto-vos que é divertido.



What can you do? Find Yourself, and Be Yourself.

The happiness will find you.





1.12.09

Números.







































Somos feitos de números.

Logo ao nascer somos peso, medida e batimentos cardíacos. Os dias vão passando e somos semanas, meses, anos.

Durante a infância: ano escolar, erros na cópia, notas, actividades extracurriculares, dentes perdidos e ganhos... Tudo isto em número...

Chega a adolescência passamos a ser: pelos em zonas onde não existiam, borbulhas, disciplinas, trabalhos, testes.. notas..., amigos, beijos, curtes...
E as perguntas surgem: quantos? quando?... E as respostas são... números...

Com a maioridade, a vida universitária: notas, trabalhos, idade, matriculas, sessões de praxe, conhecidos, amigos, namorados, noites loucas, sexo, concertos, taxas de alcoolemia, DST's, aniversários, festas,euros -> cêntimos, ... e as respostas em números...

A adultês e o mundo do trabalho leva-nos a contar estágios, meses de emprego, salários, meses de namoro, filhos, anos de casamento, casas, carros, viagens, impostos, assaltos, mortos, acidentes, ganhos, gastos, resultados, jogos ...

Mas no final, tudo isto não passam de números, escalas, termos de comparação e de evidenciação. Qual a diferença entre comprar a camisola a 9,99€ e a de 10,01€. Serão estes números assim tão importantes?


E agora pergunto: numa altura que o mundo se diz mais igualitário do que nunca porque é que esta é a sociedade é a mais fria, distante e ausente de sentimentos para como os outros que alguma vez se viu? Porque é que observamos comportamentos anteriormente (felizmente) exclusivos de uma pequena percentagem da população, propagar-se pandémicamente a todas as classes sociais? Porque deixamos milhares de seres morrer devido as nossas acções quando sabemos como evitar estas mortes?


Afinal qual é o nosso problema que não conseguimos ver para além do nosso próprio nariz, do que somos ou gostaríamos de ser?



Perdemos tempo, desorientados com os nossos números, quando mesmo ao nosso lado morrem pessoas com fome, dores intermináveis e buracos nos seus peitos causados pelos sentimentos que não podem expressar devida a sociedade opressiva em que vivem.




Looking for the real human kind.



29.10.09


"O valor das coisas não esta no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que elas acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa






Just don't forget it.





3.9.09

True Colors.


I see your true colours.


Just like Phil tell us: I see it in your eyes.

And I just don't wanna beleive that your are that they say. Your not like that.
All the darkness inside of you, can make you feel so small.

But I see your true colours, just like a rainbow .








Find yourself, please. I'm begging you.






23.8.09

Energia!






Reconstruida.


Forças e vontades defenidas.
Energia para resolver os problemas deste mundo e do outro, só não sei por onde começar.

Sei qual o rumo tomar. Só me falta arrumar alguns galhos soltos do trilho e meter pés ao caminho. Mas ainda me falta o mais importante: os sapatos para pisar algumas pedras mais ponteagudas que me possam aparecer no caminho.
O caminho da vida não é facil - ninguém disse que era - mas prefiro aguentar a dor dos meus pés ainda não calejados à ficar sentada enquanto assisto, apática, à colocação minunciosa de rochedos no trilho.


Fujam calhaus! Que eu estou preparada para passar por cima.

11.8.09

Tempo.



O tempo custa a passar.

Acordada a pouco mais de duas horas sinto (ou pressinto) que algo não está bem. A dor que me estrangula o peito é forte, tão forte que eu não sei se a dor é do estrangulamento ou do rasgo que há muito sei que nele existe.

Sinto-me só. Sozinha no meio da multidão. Olho à minha volta, reconheço os rostos que me cercam, mas o olhar deles transporta um misto de repulsa e pena na minha direcção.
Reconheço os rostos e sei porque os reconheço, recordo datas, acontecimentos. No entanto, nenhum deles parece reconhecer-me.

O tempo custa a passar.

Caminho em direcção ao incerto, mas a chegada tarda. Até que decido parar, olhar a minha volta: a multidão desapareceu. Cansou-se de observar uma simples desconhecida a caminhar em circulos.



Contínuo à espera do que sei que nunca vai acontecer.

Selectividade vs Exclusividade





Cada vez mais, com a passagem do tempo e, o consequente amadurecimento (não gosto de pensar que a cada segundo que passa estou a envelhecer) cabe a cada um escolher o melhor para si.
E agora pergunto:
. Deverão ser essas escolhas selectivas ou exclusivas?
. Será que por gostarmos de um estilo temos que nos restringir a ele e fazer amizades com pessoas que pensam e vivem dentro daquele estilo?

É certo que é bem mais fácil entender-mo-nos com pessoas que pensam como nós, mas se só falarmos com essas pessoas nunca conheceremos outras perspectivas, nem outras formas de ver o mundo.

O facto de fazermos parte de um "bando/grupo" não implica que estejamos restritos a ele. A época do preconceito de classes sociais, educação e raças diferentes (quem diz estas diz outras diferenças), para mim já acabou à muito, alias, não sei se alguma vez existiu. No entanto, apesar de existir uma certa selectividade nas escolhas para a minha vida - que seguem um padrão que eu própria desconheço - estas não são exclusivas.

Suponho que venha daí a dificuldade em entender certas "exclusividades", muitas vezes movidas por interesses.




Ingenuidade, Ingenuidade.

9.8.09

Pensamento.



As palavras atropelam-se.


Rumo: a saída.

Perdidas nos labirintos dos sentimentos, torna-se dificil liberta-las coordenada e compreensivelmente. Daí a 'necessidade' de escrever. Os dedos criam o que as minhas cordas vocais e a minha boca são à muito incapazes de fazer: transmitir uma mensagem compreensível. Porquê? Não sei.
Numa altura em que nos é dito que a melhor forma de agir face as adversidades da vida é precisamente não reagir, pois 'o destino está traçado e o que tiver que ser, será'. Torna-se cada vez mais dificil gerir o turbilhão de sentimentos e emoções que me assombram a alma.
Dizem-me deita ca pra fora, falar faz bem. Mas no final acabam sempre por opinar, 'faz assim, faz assado'; 'comigo aconteceu o mesmo, por isso age desta ou daquela maneira'. E no final, em vez de ter deitado o 'podre' para fora, acrescentamos a podridão dos outros, que se mistura como os ovos e a farinha num bolo.
É bom ouvir os outros, dar-lhes apoio, sentir que a nossa existência tem uma razão de ser. Nem que seja pelos breves segundos que conseguimos fazer alguem sorrir. Melhor ainda é saber que essa pessoa que fizemos sorrir está disposta a fazer o que fizemos por ela, a lutar ao teu lado e a apoiar-te, porque no final de contas é o que tu fazes por ela todos os dias -mas isso não acontece.
Como é bom sonhar, mas no fundo ninguém está disposto a mudar pelos outros.

Na busca infindável por compreensão, acabamos sempre por sofrer.


A vida dói.

7.8.09

Desabafo.




Desabafo:


nome masculino
1.acto ou efeito de desabafar
2.desafogo; alívio
3.expansão
4.
exteriorização de sentimentos penosos e reprimidos


De hoje em diante, este blog vai servir para isso e muito mais.

Bem Vindos ao Meu Mundo.