9.8.09

Pensamento.



As palavras atropelam-se.


Rumo: a saída.

Perdidas nos labirintos dos sentimentos, torna-se dificil liberta-las coordenada e compreensivelmente. Daí a 'necessidade' de escrever. Os dedos criam o que as minhas cordas vocais e a minha boca são à muito incapazes de fazer: transmitir uma mensagem compreensível. Porquê? Não sei.
Numa altura em que nos é dito que a melhor forma de agir face as adversidades da vida é precisamente não reagir, pois 'o destino está traçado e o que tiver que ser, será'. Torna-se cada vez mais dificil gerir o turbilhão de sentimentos e emoções que me assombram a alma.
Dizem-me deita ca pra fora, falar faz bem. Mas no final acabam sempre por opinar, 'faz assim, faz assado'; 'comigo aconteceu o mesmo, por isso age desta ou daquela maneira'. E no final, em vez de ter deitado o 'podre' para fora, acrescentamos a podridão dos outros, que se mistura como os ovos e a farinha num bolo.
É bom ouvir os outros, dar-lhes apoio, sentir que a nossa existência tem uma razão de ser. Nem que seja pelos breves segundos que conseguimos fazer alguem sorrir. Melhor ainda é saber que essa pessoa que fizemos sorrir está disposta a fazer o que fizemos por ela, a lutar ao teu lado e a apoiar-te, porque no final de contas é o que tu fazes por ela todos os dias -mas isso não acontece.
Como é bom sonhar, mas no fundo ninguém está disposto a mudar pelos outros.

Na busca infindável por compreensão, acabamos sempre por sofrer.


A vida dói.