23.8.09

Energia!






Reconstruida.


Forças e vontades defenidas.
Energia para resolver os problemas deste mundo e do outro, só não sei por onde começar.

Sei qual o rumo tomar. Só me falta arrumar alguns galhos soltos do trilho e meter pés ao caminho. Mas ainda me falta o mais importante: os sapatos para pisar algumas pedras mais ponteagudas que me possam aparecer no caminho.
O caminho da vida não é facil - ninguém disse que era - mas prefiro aguentar a dor dos meus pés ainda não calejados à ficar sentada enquanto assisto, apática, à colocação minunciosa de rochedos no trilho.


Fujam calhaus! Que eu estou preparada para passar por cima.

11.8.09

Tempo.



O tempo custa a passar.

Acordada a pouco mais de duas horas sinto (ou pressinto) que algo não está bem. A dor que me estrangula o peito é forte, tão forte que eu não sei se a dor é do estrangulamento ou do rasgo que há muito sei que nele existe.

Sinto-me só. Sozinha no meio da multidão. Olho à minha volta, reconheço os rostos que me cercam, mas o olhar deles transporta um misto de repulsa e pena na minha direcção.
Reconheço os rostos e sei porque os reconheço, recordo datas, acontecimentos. No entanto, nenhum deles parece reconhecer-me.

O tempo custa a passar.

Caminho em direcção ao incerto, mas a chegada tarda. Até que decido parar, olhar a minha volta: a multidão desapareceu. Cansou-se de observar uma simples desconhecida a caminhar em circulos.



Contínuo à espera do que sei que nunca vai acontecer.

Selectividade vs Exclusividade





Cada vez mais, com a passagem do tempo e, o consequente amadurecimento (não gosto de pensar que a cada segundo que passa estou a envelhecer) cabe a cada um escolher o melhor para si.
E agora pergunto:
. Deverão ser essas escolhas selectivas ou exclusivas?
. Será que por gostarmos de um estilo temos que nos restringir a ele e fazer amizades com pessoas que pensam e vivem dentro daquele estilo?

É certo que é bem mais fácil entender-mo-nos com pessoas que pensam como nós, mas se só falarmos com essas pessoas nunca conheceremos outras perspectivas, nem outras formas de ver o mundo.

O facto de fazermos parte de um "bando/grupo" não implica que estejamos restritos a ele. A época do preconceito de classes sociais, educação e raças diferentes (quem diz estas diz outras diferenças), para mim já acabou à muito, alias, não sei se alguma vez existiu. No entanto, apesar de existir uma certa selectividade nas escolhas para a minha vida - que seguem um padrão que eu própria desconheço - estas não são exclusivas.

Suponho que venha daí a dificuldade em entender certas "exclusividades", muitas vezes movidas por interesses.




Ingenuidade, Ingenuidade.

9.8.09

Pensamento.



As palavras atropelam-se.


Rumo: a saída.

Perdidas nos labirintos dos sentimentos, torna-se dificil liberta-las coordenada e compreensivelmente. Daí a 'necessidade' de escrever. Os dedos criam o que as minhas cordas vocais e a minha boca são à muito incapazes de fazer: transmitir uma mensagem compreensível. Porquê? Não sei.
Numa altura em que nos é dito que a melhor forma de agir face as adversidades da vida é precisamente não reagir, pois 'o destino está traçado e o que tiver que ser, será'. Torna-se cada vez mais dificil gerir o turbilhão de sentimentos e emoções que me assombram a alma.
Dizem-me deita ca pra fora, falar faz bem. Mas no final acabam sempre por opinar, 'faz assim, faz assado'; 'comigo aconteceu o mesmo, por isso age desta ou daquela maneira'. E no final, em vez de ter deitado o 'podre' para fora, acrescentamos a podridão dos outros, que se mistura como os ovos e a farinha num bolo.
É bom ouvir os outros, dar-lhes apoio, sentir que a nossa existência tem uma razão de ser. Nem que seja pelos breves segundos que conseguimos fazer alguem sorrir. Melhor ainda é saber que essa pessoa que fizemos sorrir está disposta a fazer o que fizemos por ela, a lutar ao teu lado e a apoiar-te, porque no final de contas é o que tu fazes por ela todos os dias -mas isso não acontece.
Como é bom sonhar, mas no fundo ninguém está disposto a mudar pelos outros.

Na busca infindável por compreensão, acabamos sempre por sofrer.


A vida dói.

7.8.09

Desabafo.




Desabafo:


nome masculino
1.acto ou efeito de desabafar
2.desafogo; alívio
3.expansão
4.
exteriorização de sentimentos penosos e reprimidos


De hoje em diante, este blog vai servir para isso e muito mais.

Bem Vindos ao Meu Mundo.